Cientistas descobrem a origem dos raros ‘jatos azuis’ nos relâmpagos no espaço

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Usando câmeras e detectores de raios X a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), cientistas descobriram pela primeira vez a origem dos chamados “jatos azuis” de relâmpagos em nossa atmosfera. Os cientistas dizem que os jatos azuis – aparecendo a 80.000 pés acima do nível do mar – nascem das “franjas azuis” dentro das nuvens trovejantes. 

Cientistas descobrem a origem dos raros 'jatos azuis' nos relâmpagos no espaço
Foto: (reprodução/NASA/ESA)

Os cientistas da Agência Espacial Europeia (ESA) realmente detectaram cinco dessas “franjas azuis”, e um jato azul subsequente – ambos animados no vídeo acima em 2018. Embora só agora eles estejam descrevendo suas descobertas, em um artigo recentemente publicado na revista Nature.

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O mistério das tempestades 

Os cientistas dizem que os jatos azuis são raios de 48km de comprimento que disparam do topo de uma tempestade. E que este veio depois de uma enxurrada de cinco relâmpagos de 10 microssegundos de luz azul. Os instrumentos a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) captaram os flashes vindos de uma trovoada sobre o Oceano Pacífico.

A Science News observa que Torsten Neubert, um físico atmosférico e líder de outro jornal, usou o termo “explosão azul” para descrever os flashes de luz que ocorriam antes do jato azul. Neubert especula que um tipo especial de descarga elétrica de curto alcance dentro da tempestade provoca a explosão de luz azul. 

Com a turbulência na trovoada, oferecendo oportunidades para que regiões com cargas opostas se aproximem de 8km uma da outra; e descarreguem uma poderosa corrente de explosão.

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E embora Neubert e seus colegas não tenham certeza do que causa a faixa azul, saber o que precede os jatos azuis ainda nos ajuda a completar o quadro da atmosfera que circunda a Terra.

NASA observa raios em Júpiter

Em agosto do ano passado a NASA anunciou que a nave espacial Juno mais uma vez observou “Superbolts” de relâmpagos na atmosfera de Júpiter. E embora a observação de relâmpagos no planeta jumbo não seja nova, esta última observação pode ajudar a responder a grandes perguntas.

Em um anúncio que também vem através do Science News, a NASA esboçou as recentes observações dos raios do planeta joviano, que foram coletadas por Juno. Juno é uma sonda espacial da NASA que orbita Júpiter, coletando dados e imagens de tirar o fôlego.

Cientistas descobrem a origem dos raros 'jatos azuis' nos relâmpagos no espaço
Foto: (reprodução/NASA)

“Os feixes próximos do topo das nuvens de Juno nos permitiram ver algo surpreendente – flashes menores e mais rasos [de raios] – originando-se em altitudes muito mais altas na atmosfera de Júpiter do que anteriormente se supunha ser possível”, disse Heidi Becker, Investigadora de Monitoramento de Radiação de Juno no Laboratório de Propulsão a Jato. 

Becker foi a autora principal de um estudo recente baseado nas descobertas de Juno publicadas na revista Nature.

Fenômenos naturais no espaço

Para que esses super raios – que são até 1.000 vezes mais poderosos que os raios na Terra – ocorram nessas altitudes mais elevadas, é preciso haver alguma forma de manter a água em seu estado líquido. E é aí que entra em cena o amoníaco, um composto de nitrogênio e hidrogênio.

Ao contrário do sistema climático da Terra, que é movido pela água, o de Júpiter é movido tanto pela água quanto pelo amoníaco. Devido a toda a amônia na atmosfera de Júpiter, a água pode alcançar altitudes muito maiores antes de congelar. Isto, por sua vez, permite a formação dos raios de alta altitude, apesar da temperatura ambiente de -88°.

Traduzido e editado por equipe: Isto é Interessante 

Fontes: Nerdist, NASA, Nature, Science News 

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