Nova espécie tardígrada afasta a luz assassina com um escudo fluorescente

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O tardígrado é um dos animais mais resistentes da natureza, usando uma forma única de hibernação para suportar condições fatais, como calor e pressão extremos, ou até mesmo o vácuo do espaço. 

Os cientistas descobriram agora uma nova espécie de tardígrado que expande essa gama de ferramentas de sobrevivência, empregando um tipo de escudo fluorescente para se proteger contra a radiação ultravioleta letal.

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Também conhecidos como ursos d’água ou leitões musgo, os tardígrados são criaturas microscópicas que surpreenderam os cientistas com sua durabilidade incrível. 

Eles são considerados uma das únicas espécies que sobreviveram a todos os cinco principais eventos de extinção, podem suportar as forças esmagadoras no fundo do oceano e podem sobreviver sem comida, água ou oxigênio.

Nova espécie tardígrada afasta a luz assassina com um escudo fluorescente
Foto: (reprodução/ internet)

Eles fazem isso compactando seus corpos de uma forma que reorganiza seus órgãos internos, entrando em um estado de profunda animação suspensa. Isso essencialmente os congela e os protege de ameaças letais, até que as condições se tornem seguras para que saiam da hibernação. 

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Esse truque é tão eficaz que um estudo conduzido por Harvard em 2017 concluiu que os tardígrados podem até viver para ver nosso Sol morrer.

Testes

Cientistas do Indian Institute of Science têm investigado os mecanismos de sobrevivência usados ​​pelos tardígrados, recolhendo espécimes da área e submetendo-os a condições extremas, conforme relatado pela Science. Em um dos experimentos, a equipe expôs os tardígrados a uma lâmpada ultravioleta germicida em doses suficientes para matar bactérias e vermes em minutos.

Uma espécie tardígrada chamada Hypsibius exemplaris resistiu um pouco mais, sobrevivendo cerca de 15 minutos de exposição à luz ultravioleta, mas outra espécie tardígrada misteriosa parecia estar imune. Todos os espécimes dessa espécie marrom-avermelhada sobreviveram à luz e foram até tratados com uma dose quatro vezes mais forte, com cerca de 60% deles vivendo por mais 30 dias.

Esta nova e intrigante espécie foi encontrada vivendo em uma parede de concreto coberta de musgo e faz parte do gênero Paramacrobiotus. Outras investigações usando um microscópio de fluorescência invertido revelaram que esses ursos de água marrom avermelhados na verdade ficavam azuis quando expostos à luz ultravioleta.

Os cientistas descobriram que a razão para isso é um conjunto de pigmentos fluorescentes sob a pele que agem como um escudo, absorvendo aquela luz ultravioleta letal e transformando-a em luz azul benigna. 

Os pesquisadores foram realmente capazes de extrair esses pigmentos e transferi-los para os tardígrados Hypsibius exemplaris e minhocas C. elegans para dobrar sua taxa de sobrevivência sob luz ultravioleta.

A equipe acredita que esta nova espécie de tardígrado pode ter desenvolvido este escudo de sobrevivência UV como uma forma de lidar com a luz solar implacável no sul da Índia tropical.

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Traduzido e editado por equipe Isto é Interessante 

Fonte: New Atlas

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