A ciência nem sempre é precisa

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Um dos procedimentos cirúrgicos mais dramáticos ainda realizados em pacientes humanos é a hemisferectomia, ou a remoção ou desativação de metade do cérebro.

É uma estratégia de último recurso frequentemente usada para acabar com convulsões graves; para 75 por cento dos pacientes, as convulsões param totalmente após a cirurgia.

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A ciência nem sempre é precisa
Foto: (reprodução/ internet)

A maioria dos pacientes submetidos a hemisferectomias são muito jovens; os cérebros das crianças ainda estão em desenvolvimento e podem, portanto, contornar os danos cerebrais muito mais prontamente do que os cérebros dos adultos.

O hemisfério direito de uma criança pode assumir as tarefas que o hemisfério esquerdo teria realizado, até mesmo a maioria das funções da linguagem.

As hemisferectomias costumam causar paralisia parcial em um lado do corpo, mas não há evidências de que uma hemisferectomia em uma criança pequena prejudique a memória, o funcionamento cognitivo ou mesmo a personalidade.

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Em raras ocasiões, uma hemisferectomia é necessária por trauma. Em 1987, Ahad Israfil, de Ohio, de 14 anos, foi acidentalmente baleado no lado direito da cabeça. A maior parte do hemisfério direito de seu cérebro foi destruída, mas Israfil sobreviveu a cinco horas de cirurgia e tentou falar logo após recuperar a consciência.

Ele permaneceu em uma cadeira de rodas, mas acabou se formando na faculdade com um diploma de honra. Ele viveu até 18 de outubro de 2019, quando morreu em uma casa de repouso aos 47 anos.

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Traduzido e editado por equipe Isto é Interessante 

Fonte: Damm Interesting

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